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"Os filhos vão, os netos, tudo mais. E muito pouco fica no lugar. Sobra um Criado mudo pra apoiar as suas fotos, meu jantar..." (Leoni)


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Analice Alves

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wSábado, Setembro 08, 2007



Só pra dizer que estou bem. Apesar da gripe, apesar do show, apesar do Fê enrolado, apesar do Dinho assediado, apesar de Copacabana em pleno inverno, apesar do vento da UFF, apesar dos tantos livros que tenho para ler, apesar de ter que estudar Conhecimentos Bancários todos os dias, apesar da garganta inflamada, do nariz entupido, do estômago doído e das pernas bambas. Estou bem, apesar do meu aniversário chegando. Domingo, dia 09 do 09, faço 19.









Estou bem, apesar de você...

PS: Mudei de blog. Espero que só alguns descubram qual é.

posted by ANALICE ALVES at 12:08 AM


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wSexta-feira, Agosto 10, 2007





Bois não-identificados – Analice Alves

Na parada do ônibus...

Ele: Oi, tudo bem?
Ela: Oi...A gente se conhece?
Ele: Não, desculpa. Mas é que eu adorei a sua tatuagem.
Ela: Ah! Gostou mesmo? Eu fiz há três semanas.
Ele: Nossa! Achei lindo esse desenho.
Ela: Eu também me apaixonei quando vi. Eu tenho outras.
Ele: Posso ver? Isso é, se der pra mostrar, claro!
Ela: Claro, posso sim. Uma é aqui nas costas ó...E a outra é aqui na barriga...
Ele: Gostei de todas. Me amarro em tatuagem. Mas nunca pude fazer...
Ela: Ué, mas por quê?
Ele: Não posso. Se eu aparecer com uma tatuagem no meu trabalho, me demitem na hora.
Ela: Ah ta! Você faz o que?
Ele: (Sem graça) Eu trabalho com a minha mãe, sabe? Ela costura pra fora e eu faço as entregas.
Ela: Então não entendi porquê você não faz uma tatuagem...
Ele: Ah...Ela é evangélica. Eu também sou, mas ela é muito conservadora, não aceita os modismos.
Ela: Uhm...
Ele: E você? Trabalha com o que?
Ela: Ah, eu nem trabalho ainda não. Faço faculdade de História.
Ele: Que legal! Eu sempre me dei muito mal em História. Sempre me dei bem mesmo nas sensatas.
Ela: Como?
Ele: Nas sensatas...Tipo física, matemática...
Ela: Ah! Exatas você quer dizer!
Ele: Nossa, que mancada! Soltei uma pérola agora, né?
Ela: Ainda bem que você sabe!
Ele: Eu sempre falo merda, ainda mais quando fico encantado com alguém como eu to agora.
Ela: Pois é...
Ele: Você ta indo pra onde?
Ela: Pra faculdade. Nem tenho aula agora não, mas vou ficar na biblioteca pra fazer um trabalho. E você?
Ele: Entregar essas roupas aqui ó...Pelo visto vamos pegar ônibus diferentes.
Ela: É, pelo visto sim...
Ele: Gostei muito de você. Você pode me dar seu telefone?
Ela: Desculpa, deixei o celular em casa, não posso te emprestar.
Ele: Engraçadinha você! Me passa seu número.
Ela: Eu sei, entendi. Tava só brincando com você...Anota aí: 98%6 8$3@
Ele: 98%6 8$3@???
Ela: Isso mesmo.
Ele: Anotado! Você quer o meu?
Ela: É, quero sim.
Ele: Toma, esse aqui é o cartão da oficina de costura da minha tia. Tem telefone, endereço e e-mail. Quando quiser falar comigo ou quando quiser consertar roupas ou comprar algumas, é só aparecer.
Ela: Opa! Tudo bem...
( tempo )

Ela: Ih...Meu ônibus ta chegando...Tenho que ir, Tchau!
Ele: Tchau! Vê se me liga hein!
Ela: Pode deixar...Tchau!

( na faculdade )

Ela: Nossa, que figura! Meio burrinho, mas até que bonitinho.
Amiga: Quem?
Ela: Um cara na parada de ônibus. Veio com umas conversas pra cima de mim.
Amiga: (Risos) Legal! Isso costuma acontecer comigo também.
Ela: Comigo nunca. Essa foi a primeira vez.
Amiga: Qual o nome dele?
Ela: Caramba! Nem perguntei...
Amiga: (Risos efusivos) O que? Não acredito!
Ela: Juro, não perguntei. E ele também não sabe o meu...


Baseado em fatos reais...
Dedicado à Geórgia (valeu pelas histórias, queridona!).


posted by ANALICE ALVES at 12:01 AM


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wQuarta-feira, Julho 25, 2007


Outros mares - Analice Alves

Meu peito aqui dentro bate calmo
Lá fora, o jeito é viver de espanto
Tanto pranto, tanto sonho
Tanta coisa vivida em vão

Saiba, meu coração anda mal
E o doutor mandou avisar
Que morrer de amor
É morte natural

Talvez seja melhor
Procurar outros mares
Já tentei até
Respirar outros ares
Procurar em seus olhares
Um amor que já se foi

Se eu sumir, procure-me em:
Outros mares

posted by ANALICE ALVES at 4:08 PM


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wSexta-feira, Junho 22, 2007


"meu sangue é de gasolina, correndo não tenho mágoa"



Sei que tá todo mundo de saco cheio dessa propaganda toda pra votar no Cristo como a sétima maravilha do mundo, que ninguém agüenta mais ouvir falar em Ariano Suassuna, que tá todo mundo fulo da vida com a Marta Suplici depois do ¿relaxar e gozar¿ nos aeroportos e, pro seu desprazer, vou falar disso tudo. Uma bobagem votar no Cristo. Eu votei, mas não me senti melhor e mais cidadã por causa disso. Acho que o Cristo Redentor é uma maravilha nossa, carioca, brasileira e não precisa de votação na Internet e nem de elogios estrangeiros pra tornar-se mais importante. O país está às moscas, entregue à Deus como se os homens não estivessem aqui pra melhorá-lo. O Brasil grita por socorro e o presidente lá no Cristo, pedindo votos, dizendo que os brasileiros são os únicos a reclamar do próprio país, enquanto Lula está criando mais seiscentos e cacetadas novos cargos. A crise dos aeroportos está a mil, pessoas com compromissos profissionais prejudicados, problemas pessoais não resolvidos, filhos desesperados pra chegar ao local onde o pai ou mãe está dizendo adeus, pessoas deitadas no chão como cachorros. Seria muito fácil relaxar e gozar caso nos aeroportos existisse o mínimo de respeito aos cidadãos, pensando bem, não seria fácil e sim menos árduo. Seria muito fácil relaxar quando a única preocupação na vida é a próxima coleção de bolsas da grife sei lá qual ou o próximo show internacional do Supla. A única coisa boa que tenho a dizer do Brasil nesses últimos dias, é o Ariano Suassuna. Um grande brasileiro, um ótimo escritor, uma pessoa iluminada. Quem já teve o prazer de ler um livro, assistir a uma entrevista ou qualquer outra coisa, sabe que ele é brilhante. A arte está focada na realização de um Brasil melhor, de um país esperançoso. Sinceramente, dá vontade de mandar tudo à merda, fazer as malas e sumir do mapa. Mas como diria Arthur, é por isso que o Brasil está assim. Porque os jovens invés de lutarem por um país mais justo, buscam justiça no país dos outros.


Presente - Analice Alves

Não é tão difícil olhar pro presente
Quando o passado já não manda lembranças
Fica fácil olhar o futuro com olhos de aviso
Quando o presente não passa de um dia
Esperando acabar.

a vida, seja longa ou curta
não passa de uma coincidência planejada
uma novela desenfeitada
o resultado de um ato
o durante de alguém

A morte, haja pós ou não
Haja céu ou chão
É a certeza que temos
É o medo que carregamos
É a dúvida que os cientistas
Ainda cultivam

Penso na vida, mas desconverso
Quando o assunto é a morte
Não sei falar de algo que não vivi
Não adotei uma postura que me iluda
Acho que só sei viver
Não sei morrer...

06/06/07

PS: Dia 18 foi aniversário do Fê e ele foi super fofo dizendo que o maior presente que ele poderia receber eu já dei a ele. E dia 19 foi dia do grande mestre Chico Buarque.

Até,

posted by ANALICE ALVES at 4:33 PM


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wTerça-feira, Junho 12, 2007


"tristeza não tem fim/ felicidade sim"



Muitas coisas pra postar, mas hoje deixo por conta do 12 de junho. A seguir, um texto sobre o dia e depois uma poesia sobre a poesia.

Solidão - Analice Alves

Hoje, milhares de telefonemas foram dados, milhares de flores foram compradas, milhares de aparelhos celulares foram adquiridos. As promoções das lojas estavam tão boas, que até os famosos ¿peguetes¿ ganharam presentes. Até a mulher viúva ou a menina sem namorado (ainda) compraram blusas, vestidos, bijuterias, sapatos e se deram de presente. Imagino quantos casais estão, nesse exato momento, jantando numa churrascaria, enchendo a pança num rodízio de massas ou rachando uma pizza na sala de estar. Imagino quantas mulheres estão em casa, chorando e sofrendo por um amor antigo ou pelo namorado que terminou há dois dias. A solidão é companheira de muita gente. Quantas pessoas chegam em casa e encontram só o cachorro ou gato ou pior, um aquário cheio de peixes japoneses. Quantos homens recém separados chegam irritados do trabalho e não têm o ombro amigo da ex-mulher e, muito menos, uma companhia na cama. Quantos rapazes chegam da faculdade depois de terem sido dispensados pelos amigos que têm namorada. Quantos deles entram no quarto depois de terem pegado (ou conquistado) alguma menina, mas é como se estivessem mais sozinhos do que nunca. Quantas meninas se arrasam por estarem sem namorado, por não ter ganhado um ¿feliz dia dos namorados¿ do ficante da escola. Mas quantas aproveitam o dia pra sair com as amigas solteiras e dançar até raiar o dia. Ninguém quer estar sozinho, porque a solidão é feia, é coisa de gente esquisita, de homem nerd e mulher feia. Solidão é troço de poeta, título de música, rima de prosa. O legal é ter namoradinho, é ir ao cinema agarradinho, é comer uma pizza gordurosa na esquina, mas poxa, com ele! O legal é fazer cartãozinho, é ficar bem arrumadinha, esperando elezinho chegar. Solidão só é bonita na arte, na música, no cinema. Como diria Xico Sá, solidão não vende celulares.

O meu poema - Analice Alves

Às vezes, meu poema é tão natural
Como uma verdura ou um suco de frutas
Outras vezes, meu poema é tão ¿natural¿
Como uma verdura ou um suco de frutas
Quimicamente modificados.

Até,


posted by ANALICE ALVES at 6:20 PM


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wSexta-feira, Junho 01, 2007


"eu que não fumo queria um cigarro/ eu que não amo você envelheci dez anos ou mais nesse último mês" (H. Gessinger)




REALIDADE ¿ Analice Alves

Acordei feliz por pensar mais em mim do que em ti. Chato pensar que o amor não passa de um passa-tempo. Ah! Como eu queria pensar assim. Abro o armário e descubro aquelas roupas que você não levou, os discos, os livros, os bilhetes, a falta que você me faz. O porta ¿ retrato, parado, me olhando com saudade, ignoro o que eu tenho certeza, você não me ama mais. Foi embora, me deixou aqui, amando a nossa casa. No varal, não encontro mais seu terno de linho e muito menos, a camisa do Flamengo. Não compro mais o Jornal de domingo e não faço mais sardinha ao molho vinagrete. A música que soa dentro do apartamento é o barulho das ruas movimentadas, homens vendendo tapioca, mulheres gritando os filhos, brigas no trânsito. Não abro as cortinas, por não querer o sol, por querer me excluir do mundo. Queria tanto me excluir de mim mesma e esquecer que eu sou eu, esquecer que te amo. Na dobra dos tapetes, no torto dos quadros, no desassossego da alma, o real evolui a queda: você não está. A campainha toca, mas é o entregador da farmácia, o telefone toca, mas...é engano. Ajeito meu leito para dormir e penso que, talvez amanhã, acorde feliz por pensar mais em mim do que em ti.


"Cem sonetos de Amor" ¿ Pablo Neruda


Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.





posted by ANALICE ALVES at 10:41 PM


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wSexta-feira, Maio 25, 2007


Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
(Chico Buarque - Calabar)



Ai, to com saudades de tanta gente que nem sei o que eu faço. Claro que se o mundo acabasse amanhã, eu ligaria pra Deus e o mundo pra dizer tudo aquilo que eu sinto, demonstraria todos os sentimentos que guardo. Mas amanhã é outro dia. Se o mundo acabasse amanhã eu morreria feliz ao saber que não comi do seu amendoim. Piada interna (tá Elisa?)

Bom, esse poema eu escrevi sem nenhuma razão. Depois de muito tempo, comecei a interpretar o poema. A mulher começa enchendo a vida do homem de bolero, ou seja, uma vida nem um pouco pacata, super agitada. E no entanto, no final, ela mal consegue pular o muro. O muro aí é uma metáfora para "empecilho", "problema", barreira. Espero que dê pra entender.
É isso.

DESCOBERTA ¿ Analice Alves

Enchi tua vida
De bolero
Preenchi a página
Em branco
Do teu caderno
Rodei o mundo
Num segundo
Fugi de mim
Em linha reta
Pedi à lua
Um abraço teu
Queria a minha mão
Na tua
Fiz de um tudo
Abri meu coração
Até pedi perdão
Por algo sem culpa
E hoje eu vejo
O quanto sofri (sofro)
Por te amar assim
Meu coração
Já não agüenta mais
Viver de ilusão
Desse pobre rapaz
Que no vai e volta
Às vezes esquece
De voltar
No copo
Eu balanço o gelo
No peito
Eu descubro a alma
No vazio
Eu falo mais baixo
Na cama
Eu sonho acordada
Na vida
Esqueço de tudo
No mundo
Tropeço num muro
E descubro que não
Posso mais pular.


posted by ANALICE ALVES at 5:27 PM


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wSexta-feira, Maio 11, 2007


"O papa é pop, o papa é pop/ O pop não pouca ninguém"



Bom...

Agora eu tenho o que falar.
* Terça feira fui ao CCBB ver o Arnaldo Antunes e a Elke Maravilha declamarem poesias. Nunca ri tanto na minha vida. Antunes é, sem dúvida, um grande poeta e letrista, mas apresentando seus poemas, parece um louco bêbado sem fôlego. As pessoas lá presentes se entreolhavam sem graças e rindo a todo o momento. A melhor de todas, foi uma música do Arnaldo Antunes chamada ¿Saiba¿ que diz: ¿Saiba: todo mundo foi neném/ Einstein, Freud e Platão também/ Hitler, Bush e Sadam Hussein/
Quem tem grana e quem não tem¿. O resto da música é ainda mais legal. Quem se interessou, procure a letra no Vagalume ou no site oficial do Arnaldo (nos meus links).
* E o recesso dos Los Hermanos? Será que é o fim da banda? Bom...eu gosto muito deles, mas sei que a maioria dos meus amigos não suporta então, não vou alongar a conversa. Show deles em junho na Fundição Progresso ¿ Lapa (RJ).
* E a vinda do Papa? Incrível, o Papa fazendo discursos, geral batendo palmas e cantando músicas pra ele, enquanto uma mulher é baleada na porta de casa, lavando o quintal. Enquanto os salários dos dePUTAdos aumentam, enquanto muitos realizam que depois da partida do Papa, tudo continuará como antes. Porque segurança pesada, só quem tem é o Papa. É, Gessinger...O Papa é pop.


Esconderijo ¿ Analice Alves

Meu coração
Se fazendo de moradia
Lá ainda existe vida?
Ausência, abismo, dor
Risco corrido
Rabisco decorado
E apagado na memória

Quantas vezes
Encontrei o amor
Esquecido num canto
Numa prateleira
Escondido entre os livros

De quando em quando
Passava uma flanela no amor
Um pouco de verniz
Disfarçando a cicatriz

Depois esquecia...
No meio da tarde
Escutava seu gemido de dor
Estava ocupada
Cortando as unhas dos pés
Ou batendo uma vitamina
No liquidificador

O amor foi envelhecendo
Pouco usado
Desperdiçado
Subtraído

Depois de tanto espanto
Tanto pranto
Tanto tanto
Dei-me conta de que o amor
Merecia muito mais
Do que isso...

Ouvindo"Songbird" - Oasis

posted by ANALICE ALVES at 2:04 PM


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wSexta-feira, Maio 04, 2007




"quando criei asas voei"

É, nem tenho muito que dizer. Por isso, não atualizei nesses últimos dias. Vou postar um poema que eu nem gosto muito, mas é um dos únicos que eu achei por aqui. Sexta passada, assisti ao "Parem de falar mal da rotina", monólogo impecável de Elisa Lucinda. As poesias, as músicas, as interpretações são simplesmente lindas. E terça, fui ao cinema e vi "Minha mãe quer que eu case". Não é nenhuma novidade, mas serviu pra eu dar boas risadas no meu feriadão.



Me perco - Analice Alves

Eu te amo
Como o arco ama a flecha
O fogo a lenha
Como o passado
Que já foi presente
E como o futuro
Que talvez, nem venha

Eu te amo
Como quem grita
Como quem ressuscita
Como quem se esquece
De repente
Da vida

Eu te amo
Como a verdade que choca
Como o sorriso que dói
Como a febre que destrói
O arrepio da pele

Eu te amo
Como quem mente
Como quem se mete
Num buraco profundo
Como quem imita
Como quem rima
Dando a um poema
Um fruto

Eu te amo
Como quem quer que seja
Sem segredos
Sem devaneios
Seriamente

Eu te amo
Como quem ama a toa
Por querer amar
Amo muito
E me perco
Amo tanto
Que me dôo
E esqueço de mim...


Ouvindo "Copo Vazio" - Chico Buarque

posted by ANALICE ALVES at 8:10 PM


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wDomingo, Abril 22, 2007




Decoração - Analice Alves

Quando o zero
Explode e vira nada

Quando dois se juntam
E viram um

Quando nada se explica
Entre nós dois

Quando o ódio se engana
No meio de nós

Decore a minha vida
Decore a minha alma

Faça uma decoração exótica
Escreva-me uma poesia erótica

Decore o meu dia
Decore o meu mundo

Encontre a mais bela decoração
E me dê o mundo decorado de coração.

11/10/06


Conversa fiada - Analice Alves

Ele disse: Você me dá dois minutinhos?
E eu disse: Te dou a minha vida inteira
Ele riu, sem graça
E a verdade
Virou piada
Pura brincadeira.


12/12/06

Ouvindo "Losing my religion" - REM

posted by ANALICE ALVES at 1:30 AM


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wSexta-feira, Abril 13, 2007




Meu despertador - Analice Alves

Há tempos
No meu criado mudo
Havia um apito
Um pião
Um lápis de cor
Uma boneca de pano
Um livro fino
Bugigangas infantis

Depois de um tempo
No meu criado mudo
Havia um livro grosso
Pesado e antigo
O projeto da casa
Sonho realizado
Realidade afastada
Cartas de amor
Um abajur do formato da lua
Um despertador
Um poema de Bandeira
Uma fotografia sua

Hoje, no meu criado mudo
Há meus óculos de grau
Uma lupa e uma luneta
Um recorte de jornal
Comprimido pra enxaqueca
Minha velhice, minha esperança
Meu cotovelo apoiado na borda
Meu colar e minha dentadura
Despertador (Desperta, dor!)
Realidade afastada:
Uma fotografia sua.


22/03/07


posted by ANALICE ALVES at 9:27 PM


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wSexta-feira, Abril 06, 2007


"Tudo que vai deixa o gosto, deixa as fotos, quanto tempo faz"



Vou colocar a letra da nova música do Capital Inicial. Eles estão lançando cd novo com o mesmo nome da canção: Eu nunca disse adeus. O Capital voltou a ser a banda pela qual eu era louca e ia a todos os shows. Pra quem não sabe, fui e sou muito fã da banda, pude conhecer a vida deles a fundo através dos mais de dez shows que fui e por ter conhecido alguns dos integrantes. Hoje eles são lembranças, lembranças muito boas, aliás. O cd anterior, Aborto Elétrico, não chamou atenção do grande público e, até mesmo os maiores fãs, não acharam o cd tão bom assim. É um ótimo disco quando falamos na importância que a banda Aborto Elétrico teve no cenário nacional. É essencial escutar o disco como lembrança histórica. A música Anúncio de refrigerante reflete bem o sentimento e o cotidiano do jovem morador de uma cidade que não tinha a beleza natural do Rio nem a vida noturna de São Paulo. Formar uma banda de rock era puro entretenimento, forma de passar o tempo e tornar o próprio menos maçante. O Aborto Elétrico era formado por Fê e Flávio Lemos e Renato Russo. O espólio do Aborto foi dividido entre o Capital e a Legião Urbana. O cd Aborto Elétrico é ótimo para entender a história da turma da Colina e do rock brasiliense, mas o novo cd reafirma o estilo Capital Inicial de ser: simples e ousado.


Capital Inicial - Eu Nunca Disse Adeus
Dinho Ouro Preto/alvin .l


Eu não o que eu to fazendo mas tenho que fazer
Naquela noite que eu te conheci eu acho que nunca vou
esquecer
Um momento quase perfeito inocente em seus defeitos
Tudo que é bom dura pouco e não acaba cedo
refrão: agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus (repete)
Eu disse vam'bora to meio tonto
Preciso respirar lá fora
Me leve para sua casa
Eu quero dormir onde você mora
Eu passando mal e você ria
Tanto barulho eu não entendia
Mas concordava sem saber
Com tudo que você dizia
Se me pedisse pra pular de um prédio
Eu diria sim
Qualquer coisa pra você gostar de mim
Refrão
Eu perdi o rumo e comecei a delirar
Acho que prometi até parar de beber e de fumar
De repente a noite acaba e todo mundo some
Eu me lembrei que eu esqueci de perguntar o seu nome
Sem endereço nem direção por onde começar
Qualquer coisa pra poder te encontrar
Refrão
Eu não como eu não rio
Eu não sei o que é adormecer
Me desculpe se eu fechar os olhos
Desaparecer
Refrão

Poema curto - Analice Alves

Quero-te comigo
Aqui, agora
Quero-te como amigo
Desses que tudo topa
Deita e rola


posted by ANALICE ALVES at 12:33 AM


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wSexta-feira, Março 23, 2007


As coisas tangíveis tornam-se insensíveis a palma da mão (Carlos Drummond)



Resolvi mudar o fundo do blog. Não estou mais ligando se ficou melhor assim ou não. O importante é ter um espaço na Internet onde eu possa publicar os meus textos e maluquices. Achei uma poesia aqui no computador e resolvi postar.

AMOR - Analice Alves

Amor
Ausência de morte
Etc e tal
Entre tantas coisas

Amor
Presença de sorte
Agonia da vida
Entre tantas coisas

Amor
Palavra de porte
Rima com essa dor
E com tantas outras.

09/12/05

PS: As aulas de acrobacia estão me matando, mas um dia...ainda viro circense profissional! (risos)

Ouvindo Adriana Calcanhoto - Esquadros

posted by ANALICE ALVES at 1:16 PM


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wDomingo, Março 18, 2007


Bom...a minha letra não é tão horrorosa assim. É horrível sim, mas aí está muito pior. Ninguém perguntou, mas eu estou muito bem. Sofri um acidente enquanto andava de bicicleta, voei praticamente. Mesmo com os joelhos meio ferrados, o que mais me dói são as mãos raladas. Não posso nem lavar as mãos direito, o sabonete machuca. Não posso lavar louça, o detergente corrói. É horrível. Se alguém ler isso, por favor, me ajude a fazer uma campanha: Ciclovia é lugar de bicicleta! Pois é, um homem me empurrou da bicicleta, porque eu estava no lugar certo e ele, no lugar errado. Grosseria é fogo. Obrigada ao pessoal que me socorreu.





posted by ANALICE ALVES at 12:35 AM


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wTerça-feira, Março 13, 2007


Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
(Almir Sater - Tocando em frente)




Saudade do sertão (Analice Alves)

Amar o perdido, amigo
Não é tão pior
Quanto amar sem saber
Na vida o grande perigo
É dar amor e não receber
Não tenho motivo de queixar da vida
Por mais que sofrida, aprendi a lição
Se hoje meu mundo é erguido
É porque no passado levantei do chão
Sei que aqui não é meu lugar
Mas todo cantinho tem o seu valor
A vida não é tão ruim
Quando se sabe o caminho
E os motivos da dor
A flor que vive lá fora
Respira um ar que já me serviu
Sei que a dor que guardo agora
Não é exclusiva
Alguém já sentiu
Quando olho pro céu da cidade
Sinto uma vontade de voltar pro sertão
Lá eu não vejo tristeza,
Vivo sem pressa e sem televisão
Quando vejo o tumulto da rua
Me dá uma saudade da solidão
Na roça eu tinha alegria
Fazia fantasia com a viola na mão
Quando vejo o pó da cidade
É tanta fumaça, tanta luz
Empoeirando meu sonho
Abençoe-me, me nine,menino Jesus!

11/03/07

posted by ANALICE ALVES at 1:41 AM


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wTerça-feira, Março 06, 2007


"The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster."




Sabe quando você faz alguma coisa movido por uma força que você não sabe de onde veio? Você fala ou faz algo que só se dá conta depois de feito e se pergunta de onde aquela coragem saiu. Isso se chama agir com o coração. Ser movido por essa força é virtude de uns e desassossego de outros. Eu estou bem...


INFÂNCIA ¿ Analice Alves

Encontro a infância
Em todos os lados
Nos pés dos moleques
Jogando bola
Na bagunça de alunos
No recreio da escola

Encontro a infância
Perdida nos cantos
No pivete indignado
Futuro assaltante de banco
Que no tapa a tapa
Disputa um crack
Uma escopeta
Um tênis da nick

Encontro a alegria
Em todos os lados
No humilde sorriso
De um sem futuro

Encontro a alegria
Perdida nos cantos
No vaso quebrado
No cheque pré-datado
Num desempregado
Recém assaltado
Afogado no esgoto

No ídolo juvenil
Encontrado
Com quilos de maconha
No aeroporto

O menino troca
O chiclete do tráfego
Pela droga do tráfico
A bola no pé
Pela arma na mão

Encontro o destino da pátria
Em todos os lados
O jovem é o futuro da nação
Mas se esta não possui
Mais futuro
Para que investir
No jovem cidadão?

06/07/06


posted by ANALICE ALVES at 12:59 AM


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wDomingo, Fevereiro 18, 2007


Cuida de mim enquanto eu não esqueço de você (O Teatro Mágico)



A classe média torna-se egoísta a partir do momento em que não junta forças, objetivando a melhoria da sociedade. Seria muito fácil culpar o governo por tudo e palestrar sobre sua incompetência. Seria muito fácil dar as costas pra favela e só se preocupar quando o morro desce e atrapalha nossas rotinas.
Enquanto o tráfico de drogas não atrai nossos filhos, enquanto uma bala perdida não acerta nossos peitos, tudo continuará belo como antes. Continuaremos reclamando do engarrafamento enquanto um pai de família é baleado, continuaremos jantando assistindo ao Jornal Nacional, noticiando o número de famintos que o Brasil não alimenta.


Saudades terceiras - Analice Alves

Quanta saudade me invade
Ao me deparar com tamanha memória
Cheia de lembranças
Sinto falta de tanto
Sinto falta de tantos
Que me perco
E chego a sentir saudades
Do que ainda não veio
Sinto enorme desassossego na alma
Por não ter mais meu porto seguro
Por terem me substituído tão rápido
Por saber que não sou a única no mundo
Saudades do que foi meu durante onze anos
Saudades do ar que respirei durante a infância
Saudades do lugar que acompanhou minha história
Do início da vida ao início da sobrevida
Quando tudo acaba
Sentimos falta até das coisas chatas
Das brigas com os amigos,
Das boladas recebidas na primeira série
Das aulas de matemática
Saudades da vida que eu vivi
E que não quero que acabe
Não quero que mude
Não por medo da mudança
Mas por medo de me perder
Errar, ter de voltar ao início
E não poder voltar
Medo das pessoas que amo
Não se lembrarem de mim amanhã
Ou pior, medo do amor acabar
E virar esquecimento
Choro sim, choro muito
Por dentro, principalmente
Quando olho o meu passado
E vejo que a felicidade sempre esteve
Ao meu lado
E que hoje ela continua comigo
Mas cisma em pactuar com o destino
E me deixar longe do meu abrigo...



posted by ANALICE ALVES at 12:56 AM


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wQuarta-feira, Fevereiro 07, 2007


Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual



Ah!! Como a vida é engraçada. Hoje não faço a mínima idéia do que é não ser correspondido. Me esforcei mais do que eu imaginei ser capaz, rezei e me apeguei tanto à Deus a ponto de me emocionar no meio de um pai-nosso, senti tanta falta da infância a ponto de querer ser o menino muito maluquinho (assista!).
Isso tudo pra dizer que passei na UFRJ e tornei-me a pessoa mais feliz do universo. Como se já não bastasse, Deus ainda me presenteia com uma UFF aqui do lado. Eis a dúvida, Fundão ou UFF? Eu quero ficar perto de casa...Por favor, pai!
Estou muito feliz. Tenho que cumprir meus tratos, agradecer as bençãos e sorrir de tal maneira que eu sinta raiva de mim mesma por ser (ou estar) tão feliz.
Ando compondo umas músicas que, segundo as poucas pessoas que ouviram, estão me surpreendendo quanto ao meu processo de criação: ficar parada olhando pro teto inventando mil frases malucas.

Vai aí a letra da música
Obrigada à Deus e a todas as pessoas que torceram por mim e aos professores.

Tudo o que quero ¿ Analice Alves

Tudo o que eu quero é você
E tudo o que eu sonho
Não está pra acontecer
Só peço à Deus
Pra te pôr do meu lado
Mas tudo o que tenho
É teu rosto partido em pedaços
Num porta-retrato
Não pense que vai ficar
Sem me dar amor
Não pense que mora
Em meu peito de favor
Me deixa chorar tua dor
Me cansar da tua luta
Acender teu calor
Quando chegar a chuva
Me deixa curar o teu medo
Do mundo inteiro
Tocar teu corpo
Como um brinquedo
A cada dia como se fosse o primeiro
Deixar o meu canto
Invadir a tua voz
Amar um amor calmo
Num tempo tão veloz
Me deixa curar tua dor avançada
De quem segue essa estrada
Amando em vão
Me dê tua mão
Me deixa ser teu abrigo
Me deixa ser
Quem eu sempre fui comigo
Já não vejo motivos
Pra tanto penar
A felicidade
Passa pela porta
Com cara de morta
Como se não fizesse
Mais falta
No sofá, na cama, no lar
Doce lar


posted by ANALICE ALVES at 1:15 AM


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wTerça-feira, Janeiro 23, 2007


¿Pelo vagabundo, deixa o mundo como está¿



Pois é, incrível como realmente depois de um dia de chuva, vem um dia de sol. Chorei tanto pela UFRJ e agora estou com a cabeça cheia de idéias e o coração cheio de esperanças quanto a UFF e UERJ. Rezo todos os dias pra que tudo dê certo.
Sábado fui ao cinema e vi Babel. Sinistro como uma arma de fogo pode atingir diversos pólos e um acontecimento pode atrapalhar o mundo inteiro. No início, as histórias parecem paralelas, mas não. Aos poucos a gente vai fazendo a ligação e tudo se encaixa. É um filme pesado e triste, mas importante pra conscientização mundial. Muito bem feito. Fiz uma música outro dia e achei que ficou legal. Vou colocar aqui a letra, ok?

Angu encaroçado ¿ Analice Alves

Quem me dera fosse eu
Um homem alegre, sem mágoas
Desses que por ser de bem
Recebe bênção bem dentro de casa
Agora não me sinto só
Sinto que só tenho razão pra crer
Queria me fazer poeta
Mas me disseram
Que o importante é ser
O rio pode virar mar
O mar pode virar rio
Amar pode ser fatal
Mas meu amor fica no meio fio
A lua pode virar sol
O sol pode virar lua
O sal pode sujar o anzol
Mas a isca sempre me procura
Se Deus me aparecer
O que eu vou falar?
E se eu cair de bêbado
No chão do altar?
E se Ele vier me perguntar
Porque eu não ganhei a vida
Mas sei que nada Ele
Vai me cobrar
Porque estátua não pode falar
Pior se eu me perder
Em seus braços abertos
E cair de costas no mar
No lugar da casa pode vir um prédio
No lugar do prédio pode vir a casa
Entre a liberdade e o tédio
Fico entediado na casa quitada
Se Deus me aparecer
O que eu vou falar?
E se eu me ajoelhar
E começar a chorar?
Só que minha inteligência é cega
E só no juízo verei no que vai dar
A curva pode virar reta
A reta pode virar curva
Entre alfa, gama e beta
Eu prefiro música e literatura.

16/01/07





posted by ANALICE ALVES at 12:59 AM


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wSábado, Janeiro 13, 2007


" Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho, eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho" (H.G)



Dia 7 de janeiro fui ao meu primeiro show do Chico Buarque. Foi o melhor show da minha vida. Não só o melhor espetáculo, mas um dos momentos mais mágicos da minha vida. Foi a primeira vez, talvez a única, em que meu corpo e minha alma encontraram-se num mesmo plano. Ouvir aquelas músicas e ver aquele homem que abençoa meus ouvidos desde o berço, é um dos grandes motivos que me emocionaram. Um daqueles momentos que você quer registrar em foto, em vídeo e, principalmente, na memória, para contar pros filhos e netos. Minha mãe depois chegou de mansinho e perguntou como foi o show. Respondi que mesmo não tendo ido muito bem na prova da UFF, aquele dia tinha tornado-se inesquecível. E ela olhando, à esmo, pro teto disse: Quando que eu ia imaginar que o ídolo da minha filha seria o mesmo que o meu quando jovem? E eu disse: As músicas estarão sempre aí refrescando a memória de quem viveu sua época e alimentando as mentes carentes de memória.

09/01/06

Cai lágrima! - Analice Alves

Lágrima cai
Lágrima desce
O corpo ignora
A alma obedece

Meu espelho é pra dentro
O recheio não existe
Meu corpo é (quase) oco:
A tristeza persiste

Ah! Meu coração anda mal
O amor arrasa, mata
Mas é morte natural

A vida é tristeza
A felicidade logo me esquece
Lágrima cai
Lágrima desce
E eu inicio
Meu momento
De prece.



posted by ANALICE ALVES at 9:25 PM